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A queda dos cabelos provocada pela quimioterapia tem solução

Atualizado: Fev 15

A perda de cabelo em decorrência do processo quimioterápico é um fato. Mas um outro fato, muito mais alegre, é que já existe solução.


Você deve saber que, embora necessária, a quimioterapia é um procedimento bastante agressivo. Através dela, medicamentos são manipulados para destruir as células cancerosas que formam um tumor, a fim de impedir que elas se espalhem pelo corpo do paciente.


A queda de cabelo é um efeito colateral esperado da quimioterapia. É também um dos mais indesejados, pois causa alterações negativas na autoestima do paciente. E o estado psicológico, por sua vez, impacta bastante na recuperação.


O objetivo da "quimio" é destruir células que se multiplicam com intensidade. E as células capilares também têm essa característica, por isso, são atingidas. Geralmente, a queda começa a ocorrer após a terceira ou quarta sessão.


Para reduzir os maus impactos que os efeitos colaterais da "quimio" trazem, a Ciência e a Tecnologia têm avançado. Assim, já contamos com um procedimento que impede e reduz a queda dos cabelos de um paciente em quimioterapia. É a crioterapia capilar. Conheça mais sobre ela nesta leitura.

É possível impedir ou diminuir a queda dos cabelos apesar da quimioterapia?


A crioterapia ou "resfriamento capilar" é um tratamento realizado durante as sessões de quimioterapia que visa diminuir a queda do cabelo ou mesmo impedi-la.


Esse tratamento ficou mais conhecido entre as mulheres no Brasil, a partir da divulgação pela atriz Ana Furtado, em seu Instagram, durante o tratamento que fazia para combater um câncer de mama.


Como é realizado esse procedimento?


Durante as sessões de quimioterapia uma touca térmica especial de silicone é colocada sobre os cabelos. Assim, acontece uma irrigação interna com um gel, acoplado a um aparelho, que o mantém resfriado a baixas temperaturas.

Touca de silicone (paxman) para crioterapia.
Tipo de Touca usada para crioterapia capilar.











Está demonstrado na literatura médica que esse resfriamento do couro cabeludo leva a diminuição da circulação sanguínea na região, resultando numa menor circulação dos agentes quimioterápicos que agridem os folículos pilosos, ou seja, os cabelos.


Esse tratamento tem sido indicado a pacientes que fazem tratamento quimioterápico para combater o câncer de mama, intestino e outros tumores sólidos. Pacientes com linfoma ou leucemia não podem realizar esse tratamento.


Como efeito colateral dessa terapia para evitar calvície, relatou-se cefaléia (dor de cabeça), frio e tonturas durante o procedimento. É importante conversar com o médico Oncologista sobre cada caso em particular para tomar qualquer decisão. Havendo indicação, um cirurgião plástico de sua confiança está apto a crioterapia capilar.


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Eu e a equipe da AESTHETICS estamos sempre à disposição para fornecer informações sobre cirurgias e assuntos médicos relacionados. Basta entrar em contato.


Dr. Francisco Aníbal Passos de Brito - Cirurgião Plástico - CRM: 11.137 / RQE: 6.311

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